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Composto: 4 passos para poder fazê-lo em sua casa.

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Não são só o plástico, o papel ou o vidro que podem ter uma segunda vida — olixo orgânico também pode renascer e ganhar uma nova forma. Na Europa, durante os séculos XVIII e XIX, os agricultores traziam os seus produtos para vender nas cidades e, em troca, regressavam com resíduos sólidos que compostavam e utilizavampara enriquecer os seus solos. Desde então, as cidades só aumentaram, e os resíduos produzidos ganharam outras proporções, ao mesmo tempo que os fertilizantes de síntese passaram a ser a fonte de nutrientes de eleição para a maioria dos agricultores.

 

Assim, podemos dizer que estas são as duas grandes vantagens da compostagem: reciclar e nutrir. Resumindo, transforma-se o lixo (como cascas de frutas, restos de legumes, folhas secas, raízes, cascas de ovos, cartão ou borra de café) em matéria orgânica rica em nutrientes, ou seja, num fertilizante de luxo natural e biológico pronto para enriquecer os nossos solos e gerar novas e saudáveis culturas.

 

O processo de compostagem

A compostagem é um processo biológico e aeróbio em que organismos decompõem a matéria orgânica criando um material que se assemelha ao solo. Com aspeto de terra, rico em micro-organismos benéficos (também conhecido como corretivo orgânico),o composto orgânico ajuda a eliminar or-ganismos patogénicos que prejudicam o solo, melhorando as suas qualidades —quer em termos de porosidade, fertilidade, atividade microbiana e retenção de água. 

 

Este processo ocorre naturalmente, à superfície do solo de uma floresta, por exemplo. Mas também pode ser promovido e acelerado por nós. Na compostagem “normal”, criamos as condições ideais (equilíbrio entre carbono e nitrogénio, níveis de humidade e temperatura) para que as bactérias, fungos e outros microorganismos façam o seu trabalho de decomposição da matéria. Na vermicompostagem, recorremos à ajuda das minhocas que aceleram a decomposição oxigenando e humidificando, elas próprias, a matéria. Seja qual for a técnica utilizada,o importante é que as condições estejam reunidas para que a metabolização dos materiais seja feita.

 

Um processo simples, limpo e barato que, além de ecológico, também é promotor de uma economia circular, já que devolve à terra os elementos químicos e nutrientes retirados pelas plantas.

 

4 passos para fazer composto em casa:

 

1. Escolher o recipiente certo.

Ao recipiente onde colocamos e “preparamos” o composto orgânico chamamos de compostor. Este deve ficar num espaço ao ar livre. Pode ser criado utilizando um recipiente, como um balde de lixo grande ou que deverá ter o fundo perfurado e contar com uma base, por baixo, para onde o chorume (o líquido que resulta do processo de decomposição do lixo orgânico, possa escorrer.

 

2. Recolher e selecionar o lixo orgânico.

Aqui, como referimos antes, há que ter em atenção o equilíbrio entre carbono e nitrogénio. Para evitar confusões, o ideal é pensar em duas categorias: os resíduos “castanhos” (folhas secas, cartão, folhasde jornal), que são ricos em carbono, e os resíduos “verdes” (cascas de frutas, legumes, relva, borras de café), por seu turno, ricos em nitrogénio. É ainda necessário garantir que os primeiros estão duas vezes mais presentes na “mistura” do que os segundos.

Além de garantirmos assim a mistura correta, evitamos os odores criados por resíduos “verdes” a mais. Tenha em atenção que, os resíduos da cozinha, nunca devem ser adicionados ao composto quando foram cozinhados ou têm algum tipo de gordura. Utilize apenas alimentos crus!

 

3. Distribua por camadas

Agora que sabemos organizar o lixo, podemos pensar na arte de fazer composto como quem faz…uma lasanha! Assumimos que a ideia é estranha mas, na prática, esta é uma comparação que ilustra na perfeição o que se pretende com este processo. Assim, no recipiente, devemos criar camadas, num equilíbrio entre “verdes” e “castanhos”. Comece com uma camada dos primeiros (ou seja, resíduos verdes) para três camadas de resíduos “castanhos”.

 

4. Ver acontecer

Nas semanas seguintes, verá como o composto se formar e ganha o aspeto semelhante ao da terra. Se for remexendo com frequência e tiver em atenção os níveis de humidade (pode adicionar água, caso seque muito ou adicionar mais folhas secas se estiver demasiado húmido), o composto pode ficar pronto em dois ou três meses. 

 

O que devo utilizar para o composto:

Restos e cascas de frutas,legumes e verduras

Raízes, folhas secas,restos de podas e relva seca.

Serradura de madeira

Papel de jornal ou cartão

Saquinhos de chá, pó de caféou filtros de papel

 

O que não devo utilizar para o composto:

Frutas ou legumes doentes

Gorduras, óleos.

Alimentos cozinhados

Cinzas e beatas de cigarro

Resíduos de animais de estímação

Citrinos(apenas no caso da vermicompostagem)

Horta Corporativa

Com a compostagem integrada, a Horta Corporativa da Noocity permite a reutilização de resíduos promovendo uma economia circular sem desperdícios.

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