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Alimentação Saudável. Dicas para comer bem e respeitar o ambiente.

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Uma alimentação saudável  é crucial para o bem-estar e longevidade do ser humano. Mas quando o assunto é a saúde do planeta, o que é necessário para o preservar?

Todos os meses temos conhecimento dos números assustadores que revelam a catástrofe ambiental que vivemos. A  indústria alimentar é uma das grandes culpadas: é responsável por grande parte das emissões de dióxido de carbono para a atmosfera (provocadas quer pelos processos de produção, quer pela distribuição); o consumo de água; o desperdício alimentar atroz que resulta em mais emissões de gases tóxicos para o ar; etc.

Para vivermos bem e fazermos uma alimentação saudável não basta reduzir no açúcar, evitar os processados, diminuir o sal ou as gorduras. É essencial manter um estilo de vida equilibrado de acordo com a nossa consciência ambiental. A boa notícia é que tudo isto é possível mediante a adoção de alguns hábitos relativamente simples. Deixamos aqui quatro exemplos:

 

Alimentação saudável: muitos vegetais, poucos animais.

A indústria da agropecuária é das principais responsáveis pela emissão de gases de efeito de estufa para a atmosfera, contribuindo também para o problema de escassez de água. É insustentável a humanidade continuar a consumir carne à velocidade a que o tem feito — é urgente que a alimentação passe a ter uma base mais vegetal.

 

Local e sazonal: comer o que a terra dá, quando ela pode.

A indústria da agropecuária é das principais responsáveis pela emissão de gases de efeito de estufa para a atmosfera, contribuindo também para o problema de escassez de água. Na Europa, o consumo de carne équatro vezes superior àquilo que é considerado necessário para uma alimentação saudável. É insustentável continuarmos a consumir carne a esta velocidade — e, consequentemente, é urgente que a alimentação passe a ter uma base mais vegetal.

Reduza o consumo de forma geral, se quiser comer carne, prefira aves a vaca e tenha sempre em conta a sua origem e meios de produção (intensiva ou não).

 

Local e sazonal: comer o que a terra dá e quando dá.

A Associação Portuguesa de Nutrição explica que os alimentos locais são aqueles que são produzidos na proximidade e que têm uma cadeia de distribuição curta — tendo, assim, uma pegada de carbono mais reduzida e promovendo o comércio circular.

A sazonalidade é outro fator fundamental: passa por respeitar os ciclos da Terra e comer aquilo que, a dado momento e em determinado clima, ela nos oferece. Nutricionalmente, estes alimentos tendem a ser mais ricossem precisarem de tantos químicos e fertilizantes.

 

A alimentação saudável quer-se com comida biológica certificada.

Biológico é, na nossa opinião, a palavra de ordem. Ao fazer compras certifique-se que existe certificação (selo verde) que garanta que o alimento foi produzido de acordo com princípios ambientais mais conscientes — sem a utilização de químicos de síntese ou fertilizantes artificiais. Poderá também apostar comprar diretamente aos produtores, de agricultura biológica, respeitando assim dois critérios fundamentais para a diminuição da pegada ecológica: a produção local e a sazonalidade.

 

 

Solução perfeita: faça a sua horta em casa.

Esta poderá não ser uma solução total, já que depende do espaço e tempo disponível para se dedicar à horta. No entanto, ter uma horta em casa é uma escola diária e um lembrete constante que nos ajuda a valorizar os recursos ambientais, a evitar o desperdício alimentar e a apaixonarmo-nos todos os dias pelos processos naturais.
Para a saúde, a horta também é vantajosa já que contribui para a adição de melhores hábitos alimentares, desfrutando mais dos legumes e frutas da estação, com consciência do tipo de produtos (fertilizantes e pesticidas) com que estiveram em contacto.

Para aqueles que acham esta ideia irrealista, garantimos-lhe: é fácil, é possível e é pedagógico! Como aponta Helen Delichatsios, especialista em Medicina Interna do Hospital de Harvard, em Massachusetts, nos Estados Unidos:

“Quando plantamos a nossa comida, saboreamo-la mais por causa do esforço que foi necessário para colocá-la na mesa (…)Inspira-nos a ter interesse na origem da nossa comida e a fazer melhores escolhas sobre aquilo que decidimos pôr no nosso prato.”.

 

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