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Naturopatia na horta. Como fazer dos alimentos um bom remédio.

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Costuma-se dizer que somos aquilo que comemos. Se comermos bem, tendencialmente seremos saudáveis. Se comermos mal, o corpo vai sofrer as consequências. Assim, os alimentos e nutrientes que decidimos incluir na nossa alimentação são fundamentais para o equilíbrio do nosso organismo, constituindo verdadeiros escudos contra doenças e perturbações, no curto, médio e longo prazo. Inúmeros estudos têm vindo a evidenciar o papel predominante que a comida tem na nossa saúde e na esperança média de vida. E é justamente sobre o fundamento de que na Natureza encontramos formas de prevenir, tratar e curar que se ergue a Naturopatia.

 

A Organização Mundial de Saúde reconhece a Naturopatia como uma terapia complementar à Medicina Ocidental. O seu papel é, sobretudo, promover o bem-estar e equilíbrio do corpo, mais do que diagnosticar e curar doenças. No entanto, há cada vez mais patologias associadas ao estilo de vida (alimentação desequilibrada, stress, sedentarismo, etc.) para as quais a Naturopatia, pelo seu papel educador e de responsabilização, pode ter a resposta indicada.

Segundo a Portaria n.º 207-A/2014, publicada em Diário da República, um ano depois desta prática ter sido reconhecida pelo Estado português, a Naturopatia é uma “terapêutica que estuda as propriedades e aplicações dos elementos naturais, a fim de prevenir a doença e manter, promover e restaurar a saúde, recorrendo ainda ao aconselhamento dietético naturopático e à orientação sobre estilos de vida e utilizando a fitoterapia, a homeopatia, a hidroterapia, a geoterapia, as terapias da manipulação e outros métodos afins.”

 

Mas, na realidade, há muito tempo que se tinha encontrado uma definição para a Naturopatia. Foi Bento Lust, o seu fundador, que terá estabelecido esta terapia holística como “a ciência, a arte e a filosofia do recurso aos meios naturais.”
Alguns dos princípios da Naturopatia têm como base práticas tão tradicionais como a ayurvédica e a medicina tradicional chinesa. Conheça os principais fundamentos desta prática natural e perceba como é possível praticar Naturopatia na horta.

 

O ser humano é visto como um todo.

O objetivo desta abordagem não passa só por tratar sintomas, mas por resolver o problema antes mesmo de ele surgir, prevenindo o seu aparecimento. Assim, a Naturopatia recorre a tratamentos específicos que vão buscar à Natureza os elementos que proporcionam o bem-estar físico, psicológico e emocional do paciente. O objetivo primordial é providenciar equilíbrio ao corpo.

 

Todos os tratamentos são personalizados.

Nenhum corpo ou organismo é igual. Todos têm particularidades, aquelas com que se nasce ou que se vão desenvolvendo e adquirindo ao longo da vida. Daí a importância de uma avaliação inicial pormenorizada, em que se tenta compreender o corpo em questão, os respetivos estilo de vida e estado emocional.

 

Os tipos de abordagem terapêuticas da naturopatia.

Há várias abordagens terapêuticas na Naturopatia que variam consoante o paciente. A principal é a fitoterapia, que se apoia na prescrição de plantas medicinais. Pode ainda incluir a aromaterapia, que tem como base a utilização de óleos essenciais; a ortomolecular, que se concentra na prescrição de vitaminas, aminoácidos, minerais ou enzimas; a homeopatia, que retira, reduz ou introduz certos alimentos, consoante a doença. E ainda a hidroterapia, que se foca na utilização da água. Depois, claro, cada um pode ser o seu próprio naturopata. Como? Apostando numa horta. Curioso? Já damos mais detalhes.

 

A naturopatia na horta é real.

Apesar de todas estas abordagens, há uma outra bastante mais simples e que poderá funcionar para a generalidade das pessoas. Mas, se é na Natureza que a Naturopatia encontra os principais compostos que tratam os corpos, então podemos considerar que a Naturopatia na horta existe. Na nossa cultura, que controlamos e conhecemos melhor do que ninguém, encontramos muitos dos alimentos que nos vão tornar fortes e fazer sentir bem, sem o perigo e toxicidade dos químicos (que, claro, já sabemos que devemos evitar a todo o custo). Assim, por um lado, ao plantarmos e cuidarmos de alimentos verdadeiramente bons, podemos utilizá-los para preparar remédios caseiros sem duvidarmos da qualidade dos ingredientes. Por outro lado, vamos cuidar da nossa mente, porque o tempo passado numa horta ajuda a tratar sintomas cada vez mais frequentes associados à ansiedade, stress ou depressão.

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